Arritmia Cardíaca

Tratamento

Ao ter algum sintoma de Arritmia Cardíaca, a pessoa deve procurar um cardiologista que avaliará o histórico clínico do paciente, além de solicitar exames capazes de auxiliar na identificação do problema, como:

Ecocardiograma: também conhecido como EcoDopplercardiograma, é uma ultrassonografia que mostra imagens do coração. O objetivo é verificar a estrutura e o funcionamento do órgão. Com o resultado, o médico consegue fazer a avaliação do fluxo sanguíneo. O procedimento não exige nenhum tipo de preparo para o paciente.

Eletrocardiograma: exame de rotina que integra o check-up cardiológico por meio de eletrodos colocados sob a pele no tórax, nos braços e nas pernas. É usado para que o médico possa avaliar o ritmo do coração do paciente e o número de batimentos por minuto. Em alguns casos, torna-se necessário realizá-lo durante os sintomas, pois o resultado pode ser normal mesmo em casos de pessoas com arritmia. O procedimento não exige nenhum tipo de preparo para o paciente.

Estudo eletrofisiológico: é um teste realizado por meio de cateteres que permite uma avaliação completa do sistema elétrico do coração. Também induz arritmias por meio de estimulação do coração, em pacientes com predisposição.

Holter 24 horas: importante para monitorar a atividade cardíaca por 24 horas. Durante esse período, o paciente mantém quatro eletrodos colados no tórax e conectados por meio de cabos ao gravador, que fica fixado na cintura. Durante o exame, o paciente não deve usar cremes na região do tórax.

Monitores de eventos: são aparelhos que gravam o eletrocardiograma por 7 a 15 dias e são acionados pelo próprio paciente, quando a crise aparece.

Teste ergométrico: é realizado para detectar arritmias que aparecem durante o esforço físico ou para observar o comportamento da arritmia durante o esforço. Sendo assim, coletam-se dados do paciente e depois colocam-se 10 eletrodos no tórax para registro do eletrocardiograma. A pessoa é colocada em uma esteira rolante e o exercício é realizado conforme o protocolo escolhido. A pressão arterial e traçados eletrocardiográficos são registrados antes do esforço e ao final de cada etapa.

Tilt-teste: indicado para pessoas que têm desmaios, tonturas, visão turva ou sudorese. O paciente é deitado em uma mesa que se inclina e a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos são monitorados. Se a frequência cardíaca ou a pressão apresentar queda, o exame é considerado positivo.

Tratamentos

Há diversos tipos de tratamento para a Arritmia Cardíaca, e a escolha depende do tipo de arritmia, frequência e gravidade da doença.

Ablação por cateter: é realizada uma cauterização por meio de radiofrequência no tecido cardíaco responsável pela arritmia. É feito com cateteres introduzidos no coração.

Cardioversão elétrica: é um tipo de choque elétrico dado no tórax para restaurar o ritmo normal do coração. Essa técnica é utilizada quando as medicações falham ou quando a pessoa apresenta sintomas intensos.

Cirurgia cardíaca: intervenções cirúrgicas podem corrigir arritmias para tratar outras doenças no coração.

Desfibrilação: além de diagnosticar arritmias cardíacas, o desfibrilador automático externo pode parar a arritmia. Isso acontece quando, por meio de uma desfibrilação, que é uma aplicação de corrente elétrica, as batidas do coração retomam o ciclo cardíaco normal.

Implante de marcapasso: o objetivo é que o marcapasso regule os batimentos do coração, e isso acontece pelo estímulo elétrico do aparelho. Existem dois tipos de cirurgias para o implante do marcapasso. A mais comum é a endocárdia, que introduz os eletrodos do marcapasso por meio das veias que chegam ao coração. A outra, mais comum em crianças, chama-se epicárdica. Neste caso, os eletrodos são implantados no músculo cardíaco.

Medicações: há várias drogas que podem ser utilizadas no tratamento das arritmias. Algumas são usadas para converter a arritmia em um ritmo normal, outras controlam a frequência cardíaca e alguns podem ser usados para diminuir a formação de coágulos no coração.

Medicação intravenosa: é uma opção de tratamento com medicamentos que evitam a arritmia e impedem as alterações nos batimentos do coração. Alguns medicamentos podem apresentar efeitos colaterais. O paciente geralmente precisa ingeri-los diariamente pelo período em que viver.

Doenças associadas

A arritmia, quando não tratada, pode causar outras doenças, como angina, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e derrame.

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