Tromboembolismo e AVC

Tratamento/Diagnóstico

Diagnóstico

O primeiro diagnóstico de acidente vascular cerebral é feito com base nos sintomas e sinais. Qualquer déficit neurológico súbito pode ser um AVC. Entretanto, o diagnóstico adicional será realizado no hospital co o uso de radiologia e tomografia computadorizada, para confirmar o problema de saúde. Outros exames também podem ser solicitados, como:

Arteriografia

Permite uma visão das artérias do cérebro que normalmente os exames de raio-x não enxergam. Nesse exame, o médico insere um pequeno cateter pela virilha e o conduz até artérias maiores, como a carótida. Então, injeta-se um corante que permite a visualização de diversos vasos pelo raio-x.

Exame de Sangue

Detecta as causas do AVC, como fatores de coagulação ou presença de fatores de risco como diabetes ou colesterol alto.

Radiografia Cerebral

Por meio desse exame é possível ver a artéria afetada, com o desaparecimento dos ramos de vascularização do cérebro devido à isquemia. A radiografia cerebral permite confirmar o diagnóstico do acidente vascular, além de permitir a localização da origem do acidente vascular cerebral.

Tomografia Cerebral

Especifica o tipo de acidente vascular cerebral ou uma hemorragia cerebral.

Exames Complementares

Eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames de laboratório ajudam a identificar a causa do AVC e a iniciar tratamento adequado mais precocemente. Tais exames são frequentemente realizados nas primeiras 48 horas após o acidente vascular cerebral.

Tratamento

As terapias para o tratamento o AVC incluem medicação, cirurgia e reabilitação, e variam conforme o estágio da doença. Infelizmente, células cerebrais não se regeneram nem há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, os movimentos e a fala, total ou parcialmente. Quanto antes forem aplicados, melhores serão os resultados.

Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital. Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de três horas para ser iniciado.

Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, incluindo fisioterapeutas, médicos e psicólogos. Isso porque seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Confira as formas de tratamento de acordo com o tipo de AVC:

AVC Isquêmico: ao perceberem os primeiros sinais, é necessário procurar o hospital com a máxima urgência, pois há um prazo muito curto para introduzir a medicação que pode reverter esse tipo de AVC, dissolvendo o coágulo (tratamento trombolítico).

A trombólise pode ser realizada pela aplicação de medicamento endovenoso ou, em situações especiais, pela aplicação intra-arterial, através do cateterismo. Em casos graves, pode ser necessária a intervenção cirúrgica, para descomprimir o cérebro inchado, ou a instalação de cateteres para monitorar a pressão intracraniana. Podem ser indicados medicamentos para controlar o colesterol e estabilizar as placas de gordura dentro das artérias.

AVC Hemorrágico: o paciente precisa ir ao hospital com urgência para receber o tratamento adequado. Em pacientes com hematomas muito volumosos, pode ser necessária a intervenção cirúrgica. A instalação de cateteres para monitorar a pressão intracraniana, assim como derivações para retirada de líquor, pode ser utilizada em casos específicos. Durante todo o tratamento, é dada uma atenção especial ao controle da pressão arterial e a outros parâmetros, como glicemia, temperatura, oxigenação e hidratação.

Reabilitação

A reabilitação depois que o paciente sofre um AVC divide-se em diversos aspectos. Os mais comuns são:

Recuperação neurológica: realizada nos três primeiros meses, podendo se estender até aos seis meses.

Recuperação funcional: depende do ambiente do paciente, da sua motivação pessoal e de uma intervenção terapêutica que favoreça a capacidades residuais e utilização de modalidades compensatórias.

Funções superiores: reeducação das funções cognitivas e comunicativas com repetição de tarefas e auxílio de memória.

Função sensitivo-motora: Reeducação neuromuscular.

Biofeedback: estimulação elétrica dos músculos ao nível dos ombros e das mãos.

Membro superior: com foco na mão e ombro. Apesar da reabilitação, os membros que perdem os movimentos por completamente podem não voltar ao normal.

Aspecto psico-social: cerca de 30% a 60% de quem sofreu um AVC têm um componente depressivo bastante marcado. Por isso, a família representa um papel importante na fase de recuperação, principalmente quando o paciente retorna para casa. A motivação do paciente e a capacidade da família se ajustar às suas incapacidades são determinantes para melhorar a qualidade de vida.